quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Seguradoras pagam por carros incendiados no Rio


Seguradoras pagam por carros incendiados no Rio - 24/11/2010

A Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) divulgou ontem nota oficial esclarecendo que as seguradoras associadas à entidade estão dando cobertura aos segurados vítimas dos ataques do tráfico de drogas no Rio de Janeiro por entender que ainda são pontuais os arrastões que resultam em carros incendiados. “As condições gerais dos contratos de seguros preveem que os atos de vandalismo ou de terrorismo estão entre os riscos excluídos de pagamento. Porém, como o entendimento é de que se trata de atos isolados, as seguradoras vão pagar os sinistros provocados por incêndio quando houver solicitação", explicou o diretor da FenSeg, Neival Rodrigues Freitas.

A FenSeg, contudo, lembra que o pagamento do seguro só pode ser concretizado para os segurados que tenham contratado a cobertura de colisão, incêndio e roubo, que é a proteção tradicionalmente mais solicitada pelo consumidor. Para aqueles que optaram por adquirir exclusivamente a garantia de Responsabilidade Civil Facultativa (RCF), cujo objetivo é saldar prejuízos causados pelo segurado a terceiros em decorrência de acidentes, a indenização será negada, justamente porque não houve a compra da cobertura contra incêndio. Porém, a maioria dos clientes pode ficar tranquila, visto que a compra de pacotes compreensivos (roubo, furto, colisão e incêndio) prevalece no mercado.

A FenSeg também não projeta um forte avanço da sinistralidade em virtude de veículos incendiados. Pelos cálculos da entidade, considerando a frota de veículos que pagam o DPVAT, cerca de 30% dessa frota dispõe de seguro de automóvel, ou seja, 13 milhões de veículos.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Cliente de plano de Saúde, terá lista de hospitais mais seguros


Cliente de plano terá lista de hospitais mais seguros

ANS colocará em site dados sobre eficiência
RICARDO WESTIN
DE SÃO PAULO

Em 2011, os clientes de planos de saúde terão uma ferramenta para saber quais os hospitais da rede credenciada mais eficientes e seguros.
A ANS (agência reguladora) colocará em seu site a lista de hospitais com seus índices de infecção hospitalar, mortalidade em operações e complicação cirúrgica, entre outros. Assim, o cliente terá dados objetivos para decidir em qual prefere ser operado.
"Hoje, para cirurgia eletiva [agendada], o cliente escolhe o hospital ou pela indicação do médico ou pela localização", diz Leandro Reis Tavares, da ANS. "O sistema dará maior poder de escolha."
Os índices já existem, mas só para uso interno dos hospitais. Passariam, então, a ser informados à ANS, com adesão voluntária -os hospitais não são obrigados a prestar informações à ANS. Auditores atestariam a veracidade.
A agência ainda estuda o formato e a data de estreia.
"Os hospitais terão todo o interesse em participar. Essa comparação vai até estimular a melhoria das práticas assistenciais", diz o presidente da Anahp (Associação Nacional de Hospitais Privados), Henrique Salvador.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Plano de previdência fechada tem custo menor



MAÍRA TEIXERA

Produto é alternativa a fundos empresariais

Em busca de uma aposentadoria mais próspera, o trabalhador tem uma alternativa aos planos PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) e VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) oferecidos pelas instituições financeiras: a previdência fechada.
Mas engana-se aquele que pensa que só é possível ter um plano desses se o empregador contribuir e tiver um plano empresarial.
Quando o trabalhador não tem um plano patrocinado pelo empregador pode recorrer aos planos previdenciários instituídos por associações, entidades de classe, sindicatos.
"A grande vantagem desses planos instituídos é que, como as entidades não visam ao lucro, a rentabilidade é transferida direto para o participante", explica Rangel.
Segundo Silvio Rangel, diretor-superintendente da Fibra (Fundação Itaipu-BR de Previdência e Assistência Social), as taxas cobradas pelas instituições que "visam ao lucro", diminuem a rentabilidade dos planos PGBL e VGBL.
"No PGBL e no VGBL, as taxas de administração e de carregamento podem onerar demais o investimento ao longo do tempo. Esses planos [de bancos e seguradoras] são uma opção saudável, que garantem uma boa aposentadoria, mas não são baratos", diz Rangel.
Segundo ele, muitas vezes, dependendo do perfil da contribuição, o banco fica com a metade do benefício. Já os planos fechados têm taxas bem mais baixas, até de 0,5%, afirma.
"Nos planos de previdência instituídos, o rendimento é todo revertido para o poupador", diz o presidente da Abrapp (Associação Brasileira das Entidades Fechadas), José de Souza Mendonça.
Para ele, a previdência fechada é importante para que não se chegue à velhice com a renda pela metade da fase economicamente ativa do contribuinte.
Segundo Carlos de Paula, Diretor de Análise Técnica da Previc (Superintendência Nacional de Previdência Complementar), a procura por esse tipo de previdência tem crescido.
"Muitas federações e sindicatos têm dado acesso à previdência complementar a muitas categorias, inclusive aos autônomos."

COMO FAZER
A orientação para o trabalhador que está planejando fazer a previdência complementar é saber se faz parte de alguma entidade de classe, de alguma associação que tenha um plano instituído e buscar conhecer antes de optar por um PGBL e VGBL.
Depois de pesquisar na entidade trabalhista, é hora de comparar os valores cobrados para a administração dos valores poupados (taxas, imposto de renda).
É importante também verificar o histórico de rentabilidade. Não adianta ser barato, se rende abaixo da média de mercado.
Na hora de fazer qualquer previdência complementar, apontam especialistas, é preciso verificar a cobertura que o plano dá, além do benefício. É bom saber se cobre pensão por morte ou por invalidez, por exemplo, e não apenas analisar o benefício.
A jornalista MAÍRA TEIXERA viajou a convite da Abrapp (associação das entidades de previdência complementar) |

Filme aborda golpe contra vítimas de trânsito







Abutres, do diretor argentino Pablo Trapero, abriu em Curitiba a 5ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul. O filme, estrelado pelo ator Ricardo Darín (de O segredo dos seus olhos e O filho da noiva), se passa na Argentina e conta a história dos "caranchos", advogados que procuram as vítimas 

 de trânsito para tirar a maior indenização possível das seguradoras e ficar com uma gorda comissão.


Um advogado especialista em lucrar com esse mercado passa a repensar seu trabalho quando se apaixona por uma jovem médica que cuida dos feridos em acidentes. O evento é dedicado a obras que abordam questões referentes aos direitos humanos, como o direito à terra, ao trabalho, à inclusão social, à diversidade étnica e à diversidade religiosa. 

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Responsabilidade e ajuda mútua


Acidentes ocorrem, pois a vida é cheia de imprevistos. O direito desenvolveu todo um arcabouço de normas e tratamento de casos concretos, consolidados na chamada Teoria da Imprevisão. Contratos podem ser desfeitos sem penalidades, o reequilíbrio econômico deve ser buscado, tudo evitando que os ônus do imprevisto recaiam somente sobre uma parte do contrato, gerando enorme injustiça e, no extremo, rupturas.
Para evitar a descontinuidade das relações econômicas, foi concebido há séculos o princípio da mutualidade, fundamento dos seguros. A tentativa de adaptação aos fatores negativos do meio ambiente levou o ser humano a concluir que pouco valia sua iniciativa isolada para tentar controlar situações que superam sua capacidade de previsão ou reação. A cobertura recíproca de uma necessidade fortuita e estimável, relativa a múltiplas economias ameaçadas de igual modo, é um fato inerente a sociedades que constatam ser a ajuda mútua algo necessário para levar prosperidade ao grupo.
O conceito não é de mera reparação econômica, mas sim da reparação que advém de um sistema de compensação entre economias ameaçadas pelos mesmos riscos. Manter uma sociedade segura, entretanto, demanda um envolvimento coletivo para todos tornarem-se mais responsáveis, pois o erro de um prejudica a todos.
Dentre os diversos meios de se medir o desenvolvimento de um país, está o grau de disseminação dos seguros entre a população. Quantas pessoas identificam os riscos que lhes cercam e buscam uma solução não individual, mas coletiva (seguro), para se protegerem contra os mesmos? No Brasil tal proteção é economicamente viável, ou o preço é proibitivo? Se o preço é alto, qual a razão?
Um caminhão que perde os freios em uma avenida, ceifando vidas e bens materiais, é um fato previsível se inexistem mecanismos que tornem inviável que seu dono circule com uma mecânica precária. A perda de um prazo processual por um advogado que se vê vítima de um grave imprevisto, gerando a decadência do direito e prejuízo a um cliente, pode gerar ônus apenas a uma das partes na relação, criando grande injustiça. É possível evitar tais problemas?
Uma sociedade que arca com as conseqüências dos atos de seus componentes, de forma coletiva, dá elevada importância à mutualidade. O abandono do indivíduo à sua própria sorte, ou à solidariedade eventual, não é sinônimo de desenvolvimento. São necessários estímulos para todos desejarem se proteger contra imprevistos, pois este é o caminho de uma sociedade responsável e justa. Aceitar que viver importa em riscos que não precisam ser arcados apenas pela vítima, afastando o determinismo do tipo "Deus quis assim", promove iniciativas coletivas visando minimizar danos.
Há várias formas de um país se desenvolver, mas a melhor delas é tocar cada indivíduo sobre sua responsabilidade perante a coletividade. O que os seguros fazem é exatamente transferir de modo uniforme aos cidadãos a responsabilidade de cada um em sua organização social. Quanto mais conseguirmos identificar riscos (violência, usurpação da propriedade, enchentes, desmoronamentos) e criar mecanismos para que os mesmos não aconteçam, ou se acontecerem serem arcados responsavelmente (pois tudo terá sido feito para evitá-los), maior o nosso grau de desenvolvimento como sociedade.

Dan M. Kraft, Advogado, mestre em direito comercial (UFMG) e internacional (Londres)

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Meio Ambiente e seus vilões

Chorume, não, não é nenhum super-herói de desenho japonês, antes que você imagine. E sim, um terrível vilão em questões ambientais. O Chorume é um dos resíduos perigosos mais tóxicos dos aterros sanitários. Um líquido preto que pode contaminar por centenas de anos um lençol freático, caso não seja tratado.
chorume um grande vilão do meio ambiente1 Chorume   O grande vilão do Lixo
Conforme pesquisa do site Canal Ciência :
“Chorume” é um líquido percolado, que é produzido pela infiltração da água das chuvas e pela degradação de compostos que percolam através da massa de lixo aterrada, carregando materiais dissolvidos ou suspensos ”
Este monstrinho que é formado pela mistura de água, com outros inúmeros resíduos que vão para o seu lixo, é responsável pela contaminação do solo e da água dos aterros sanitários. A pesquisa mostra também que o Chorume pode entrar na cadeia alimentar, caso ele consiga chegar aos lagos, rios e o mar e logo após poderá ser encontrado em peixes. Caso este peixe seja consumido por seres humanos há enormes possibilidades desta contaminação ter consequências inimagináveis.



Como não se sabe a composição correta deste líquido é impossível prever os resultados desta contaminação. A contaminação também pode chegar até você através das verduras e legumes, caso este líquido chegue aos córregos que são usados para irrigação de lavouras.E aí você me pergunta o que eu posso fazer contra isso? Bom! Quanto mais sólidos e recicláveis for o seu lixo, melhor!  se conseguir separar todo o seu lixo reciclável dos dejetos orgânicos melhor ainda.
Você também pode combater o Chorume, com simples passos:
  • Não jogue comida no lixo! Faça compostagem
  • Separe o resíduo domiciliar dos recicláveis;
  • Separe as pilhas e baterias. Elas são um veneno para o solo;
  • Separe os resíduos de óleos de cozinha e produtos químicos e leve à algum centro de reciclagem;
  • O óleo de cozinha é ótimo para diversas finalidades, você pode encontrar uma facilmente
  • A separação das cascas de frutas, legumes e verduras é importante  para  fazer biofertilizante. É ótimo, ele fornece nutrientes para as plantas
De tudo isso, sei que é impossível determinar o fim destes aterros (por enquanto), mas nem tudo são tristezas. Estes aterros sanitários também produzem Biogás, que pode virar combustível par a gerar energia nas termelétricas, mas isso fica para outra matéria.
Este são apenas alguns passos que você pode seguir para ajudar a combater o Chorume, e agora só depende de você combater este vilão, que além de vilão também é um ótimo adubo caso você faça de forma adequada. Aqui demonstramos como é possível fazer biofertilizante para suas plantas e por aqui como fazer uma Horta Orgânica em Casa.
Muito simples e não custa nada. Vale a pena.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Inflação no seguro automotivo


Seguro de carro para pessoas com até 25 anos encareceu 20%, em média, em 2010

SÃO PAULO - Quem tem entre 18 e 25 anos de idade pagou mais caro para contratar uma apólice de seguro para veículos entre 2009 e 2010, segundo dados apurados pela EMB Consultoria.
De acordo com o levantamento da empresa, neste ano, este público desembolsou, em média, 20% mais na hora de proteger o automóvel. O motivo, conforme explica o consultor da EMB, Marcelo Figueiredo, é o perfil do condutor.
"São pessoas com menos experiência de direção, que dirigem mais durante a noite, entre outras coisas (...) Contudo, algumas seguradoras já estão dando de descontos de até 2% para quem faz, por exemplo, curso de direção defensiva".
O segundo grupo com maior aumento, ainda com base nos dados da EMB, foi o das pessoas de 36 a 40 anos, cuja alta ficou entre 5% e 7%.


O que encarece um seguro?
De acordo com especialistas, morar perto de bares, restaurantes, faculdades, entre outros locais, pode ser um fator de encarecimento do seguro de automóvel. Isso porque estes locais possuem grande concentração de veículos expostos, o que, por sua vez, favorece a ação de bandidos, aumentando, assim, o índice de roubos da região e, consequentemente, o valor do seguro.
Além disso e do perfil do segurado (se é homem ou mulher, solteiro ou não, idade …), outras variáveis também impactam bastante, como o local de trabalho do segurado e o modelo do veículo.