sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Câncer! Um Assunto Sério

O tratamento contra o câncer é um dos mais desgastantes. Família e paciente sofrem durante meses, às vezes por vários anos, até controlar a doença. Fatores genéticos são historicamente conhecidos como causas do problema, a novidade da Medicina mais recentemente é o peso que seus hábitos têm no desenvolvimento de um tumor. "Manter uma alimentação saudável e praticar exercícios físicos fazem bem para a saúde de maneira geral e isso inclui a prevenção de vários tipos de câncer", afirma o oncologista Hezio Jadir Fernandes Jr, diretor do Instituto Paulista de Cancerologia (IPC). "O segredo está em identificar os cuidados específicos para cada tumor". 


Câncer de mama - Foto: Getty ImagesCâncer de mama Tipo de câncer mais comum em mulheres, com exceção do câncer de pele, o câncer de mama corresponde a 28% dos tumores no sexo feminino. Segundo a oncologista Ana Ramalho, coordenadora da divisão de atenção oncológica do INCA, os exames preventivos, como a ressonância da mama e a mamografia, têm um papel importante na prevenção e devem ser feitos uma vez a cada dois anos, após os 40 anos de idade. "Quando a mulher chega aos 50, deve realizar pelo menos um desses exames anualmente, além de fazer o autoexame de toque toda a semana", afirma a especialista. 

Outro hábito simples tem se mostrado eficaz na hora de prevenir o câncer de mama. "Para as mulheres que estão pensando em ter filhos, um bom conselho é amamentar o bebê pelo menos durante o primeiro ano de vida. Estudos mostraram que esse hábito, além de trazer inúmeros benefícios para o bebê, pode diminuir em até 5% as chances de ter câncer de mama", explica. 


Tomate ajuda a prevenir câncer de próstata - Foto: Getty ImagesCâncer de próstata De acordo com o último levantamento feito pelo Instituto Nacional de Câncer, o câncer de próstata é o segundo tipo que mais atinge homens, correspondendo a 30% dos casos registrados. "Fazer o exame de toque retal ou ultrassom da próstata, anualmente, a partir dos 40 anos é fundamental", afirma o urologista José Roberto Colombo, especialista do Minha Vida. 

Outra medida apontada pelo o especialista é aumenta a ingestão de tomates, principalmente em versão quente, como no molho vermelho. "O tomate tem uma substância chamada licopeno que, além de dar a cor avermelhada à fruta, também age como preventivo contra o câncer de próstata".


Tabagismo é um fator de risco de tumor no pulmão - Foto: Getty ImagesCâncer de pulmão 
Esse tipo de câncer é o mais comum de todas as neoplasias malignas e apresenta um aumento de 2% ao ano na incidência mundial. "Aproximadamente 90% de pacientes que foram diagnosticados com câncer de pulmão fumam ou já fumaram. Esse dado já mostra que a melhor maneira de se prevenir é não fumar ou largar o cigarro o mais rápido possível", afirma o oncologista Artur Katz, do Hospital Sírio Libanês, líder da pesquisa Câncer de Pulmão: a Visão dos Pacientes. 

De acordo com o pneumologista Ricardo Meirelles, da Divisão de Controle de Tabagismo do INCA, a região sul do Brasil é onde o câncer de pulmão afeta mais pessoas. "É lá também que o hábito de fumar e consumir outros produtos derivados do tabaco é mais comum", explica.


Cigarro e álcool - Foto: Getty ImagesCavidade oral e laringeMesmo que os casos desse tipo de câncer sejam mais comuns em homens, as mulheres também precisam ficar atentas e evitar alguns hábitos que causam diretamente a doença. "Os principais fatores de risco para o câncer da cavidade bucal são o fumo, o consumo de álcool e infecções bucais por HPV. Sozinho, o tabagismo é responsável por cerca de 42% das mortes por esse tipo de câncer. Já o alcoolismo intenso é responsável por 16% das mortes", afirma o oncologista Fernando Luiz Dias, coordenador da seção de cabeça e pescoço do INCA. 

O tabagismo e o consumo de álcool têm efeitos ainda mais devastadores juntos. "Estudos apontam que, juntos, o fumo e a bebida aumentam em 30 vezes o risco para o desenvolvimento do câncer da cavidade oral e laringe", diz o oncologista Fernando Luiz Dias.  


Câncer de útero - Foto: Getty ImagesColo do útero Tirando o câncer de pele não melanoma, o câncer de colo de útero é o que apresenta maior percentual de prevenção e cura. "Para diminuir esse tipo de câncer, dois hábitos se mostram bastante eficazes: o uso de preservativos e fazer o exame Papanicolau todos os anos", afirma o oncologista Hezio Jadir Fernandes Jr, diretor do Instituto Paulista de Cancerologia (IPC). 

Segundo o especialista, o vírus do papiloma humano (HPV), é um dos principais causadores do câncer de colo de útero. Para se proteger, basta usar preservativos e controlar o número de parceiros sexuais. "O começo da vida sexual está cada vez mais precoce. Isso favorece o aparecimento do vírus do papiloma humano e, consequentemente, o câncer de colo de útero", explica. Como a vacinação contra HPV ainda não está disponível a todos, o uso do preservativo ainda é a melhor forma de prevenção. 

Já o exame Papanicolau é a maneira mais eficiente de encontrar esse tipo de câncer no estado inicial. "Nessa fase, o problema é facilmente tratado. Por isso, as mulheres que tem vida sexual ativa devem fazer esse exame esse exame pelo menos uma vez por ano", explica o oncologista.  




Câncer de pele - Foto: Getty Images
 Câncer de pele 
Considerando todas as variações possíveis, o câncer de pele é o mais comum, tanto em homens como em mulheres. Por outro lado, ele também é o que possui o maior índice de cura, se descoberto em estágio inicial, e o mais fácil de prevenir. "O câncer de pele está diretamente ligado à exposição demasiada ao sol. Por isso, as duas melhores maneiras de se prevenir estão ligadas a este hábito", explica o dermatologista Claudio Mutti, especialista em cirurgia oncológica pélvica pelo Instituto de Controle do Câncer. 

Segundo o dermatologista o protetor solar é o maior aliado na prevenção do câncer de pele. A aplicação deve ser feita cerca de 30 minutos antes da exposição ao sol e o produto deve ser aplicado no corpo todo, especialmente nas áreas mais expostas ao sol, como face, pescoço, colo e braços. "É nessas áreas que o câncer de pele é mais frequente", explica. 

Outra medida importante é evitar sair no período de pico do sol, entre 10 e 16 horas. "Mesmo usando protetor solar, é importante evitar se expor aos raios solares nesse período de sol forte", explica Claudio Mutti.


Fibras ajudam a prevenir câncer de cólon e reto - Foto: Getty ImagesCólon e reto"Uma alimentação balanceada, com baixo teor calórico, rica em frutas, fibras e legumes, associada a hábitos saudáveis como a prática de atividade física, pode reduzir 37% desse tipo de tumor", diz o nutricionista Fábio Gomes, especialista da área de nutrição do INCA. O especialista ainda lembra que a ingestão excessiva e prolongada de bebidas alcoólicas também pode ser um fator de risco para esse tipo de câncer.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Profissionais querem proteção no seu negócio




Profissionais liberais buscam cada vez mais proteção ao seu negócio. É o que apontou levantamento feito pela X Seguros, Previdência e Investimentos, que identificou um crescimento na demanda por esse tipo de proteção. A cobertura escritórios em residência ofertada no produto X Residencial, cresceu 241% de janeiro de 2009 até setembro de 2012. Estão cobertos por esta garantia os danos causados aos bens dos escritórios como móveis e equipamentos instalados no imóvel do segurado, decorrentes de incêndio, raio, explosão, tumultos, danos elétricos e roubo e furto qualificado.

"Essa é uma ótima solução para os profissionais autônomos que têm seus escritórios em suas próprias casas e não querem correr o risco de ter algum prejuízo por conta de um determinado imprevisto. Essa cobertura surgiu para atender a necessidade deste público e a demanda por ela vem superando as nossas expectativas", enfatiza o diretor de Ramos Elementares da SulAmérica, Luís Alberto Mourão.

Fonte: Redação Planeta Seguro 

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Contar com um carro reserva enquanto o seu estiver na oficina é uma boa ideia, não?



Acidente de trânsito: como proceder?


 

Estar envolvido em um acidente de trânsito, infelizmente, é uma possibilidade presente na vida dos brasileiros. Mas você sabe como agir em uma situação como essa? Primeiro, procure manter a calma. Se houver vítimas, pensar mais friamente pode ajudar a minimizar os danos e salvar vidas. Entre em contato com o socorro assim que identificar a situação de emergência e procure um ponto de referência próximo, que pode ajudar as equipes a chegarem mais rápido. Aqui vão mais algumas dicas de como proceder em caso de acidente de trânsito com vítimas:

- Verifique se a pessoa está consciente. Se estiver, oriente-a para que não se mexa e não saia do carro. Não tente tirar o acidentado das ferragens, a não ser que haja risco iminente, pois ele pode ter lesões internas que serão agravadas com o movimento;

- Caso esteja inconsciente, a vítima já é considerada um paciente grave. Observe e tente dar o maior número de informações para a equipe de emergência;

- Se precisar entrar em contato com a vítima, use sempre luvas ou um pano limpo para não se contaminar com sangue, secreções ou vômito;

- Não forneça líquidos para o acidentado beber, mesmo que ele diga que está com sede.

O mais importante é preservar a sua segurança e das demais pessoas envolvidas no acidente. Mesmo que esteja nervoso, chamar o socorro quando identificar a presença de vítimas é essencial. E para evitar que situações como essa ocorram, respeite as regras de trânsito e nunca conduza o veículo após ingerir bebidas alcoólicas.

Telefones úteis:

Polícia Rodoviária Federal: 191

Polícia Militar: 190

Bombeiros: 193

sábado, 2 de fevereiro de 2013

A falsa oposição entre viver ou juntar dinheiro

 

Faz sucesso na internet a carta de um ouvinte do consultor Max Gehringer da rádio CBN na qual aquele se orgulha de ter poupado pouco ao longo da vida, mas, por outro lado, ter vivido  com prazer. Cuidado, pois esse conselho serve para um grupo restrito de pessoas.
Dias atrás uma amiga mostrou-me um e-mail que reproduzia a carta, chamada “Viver ou Juntar Dinheiro?”, de um ouvinte do famoso consultor Max Gehringer. Digitei o título no Google e deparei-me com dezenas de referências elogiosas à citada carta. Há até um vídeo no YouTube onde aparece a figura do consultor e, ao fundo, a gravação do programa na rádio.
O texto é cativante por ser simples. O simples geralmente é belo. O simples atrai. A beleza de uma obra de arte está relacionada à sua simplicidade. Mas aquela carta não é literatura, ela trata de finanças pessoais. E quando falamos de dinheiro, conselhos simples tornam-se simplórios e podem gerar decisões equivocadas.
O ouvinte diz: “Li numa revista um artigo no qual jovens executivos davam receitas simples e práticas para qualquer um ficar rico”. “Descobri, para minha surpresa, que hoje eu poderia estar milionário. Bastava (...) não ter desperdiçado meu dinheiro em itens supérfluos e descartáveis”. “Percebi que hoje eu poderia ter quase R$ 500 mil na conta bancária. É claro que eu não tenho esse dinheiro”. E conclui com orgulho, dando um conselho: “Gastei meu dinheiro com prazer e por prazer. Recomendo aos jovens e brilhantes executivos que façam a mesma coisa que eu fiz. Caso contrário chegarão aos 61 anos com um monte de dinheiro em suas contas bancárias, mas sem ter vivido a vida”.
Permito-me discordar parcialmente da visão do leitor. Tenho o álibi de não ser mais tão jovem. A recomendação dos consultores para poupar não tem o objetivo de gerar uma riqueza estéril. Não serve para o aplicador viver tal como um Tio Patinhas sentado em cima de suas moedas, enclausurado em um cofre forte. A recomendação dos planejadores financeiros não pretende transformar os poupadores em meros sovinas, avarentos, mesquinhos.
A construção de um patrimônio tem o intuito de preparar as pessoas para a aposentadoria quando a capacidade laboral se reduzir. É mais fácil poupar enquanto se é produtivo.
O conselho do ouvinte serve para uma pequena parcela da população que não necessita constituir poupança ao longo da vida produtiva. Falo dos seguintes grupos:
1)      Funcionários públicos que se aposentarão com o salário integral e cujos orçamentos domésticos caibam “dentro” dos seus proventos;
2)      Pessoas que herdarão grandes somas no futuro de seus ascendentes, descendentes ou colaterais cujos valores suportarão seus gastos ao longo da aposentadoria;
3)      Pessoas que se retirem pelo INSS e consigam gastar menos do que suas aposentadorias. Lembrando que o teto do INSS é R$ 3.916,20;
4)      Aposentados que gastam mais do que suas aposentadorias, mas que tenham alguém – filhos, sobrinhos, amigos – que suporte seus gastos extras;
5)      Os felizardos ganhadores de grandes somas em jogos de azar – loteria, megasena etc;
6)      Aqueles que morrerão antes de se aposentarem (acredito que ninguém queira fazer parte dessa turma).
Para todos os demais, não há outra solução a não ser gerar poupança durante a vida produtiva, constituindo um patrimônio com base em uma carteira de ações, imóveis, Tesouro Direto, renda fixa ou uma combinação desses ativos.
Se o ouvinte da rádio fosse um aposentado do INSS, tivesse uma aposentadoria de R$ 3 mil, gastasse R$ 7 mil por mês e os juros reais se mantivessem em 2% nos próximos anos, os R$ 500 mil citados seriam consumidos em pouco mais de 11 anos. Acredito que aí o ouvinte, aos 72 anos, se arrependeria de ter escrito a tão saudada carta ao perceber que mesmo os R$ 500 mil que ele não conseguiu poupar não teriam sido suficientes.
Se você não faz parte dos seis grupos acima, será necessário viver e juntar dinheiro ao mesmo tempo. Será tão difícil? Não se “viver bem” não significar necessariamente consumir.


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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Força Extra Contra Risco

Força extra contra o risco



Nada melhor do que conquistar entre os 30 e os 40 anos de idade um bom salário. Com a conta recheada todo mês com R$ 30 mil, o apartamento não precisa mais ser pequeno nem mal decorado. As viagens de férias podem ser feitas em grande estilo. E é o fim da preocupação com a conta do jantar: dá para comer nos restaurantes da moda e ainda pagar uma excelente escola para os filhos. Mas, aos poucos, os milhares de brasileiros que ascenderam à classe A se dão conta de que a sensação de estar com a vida ganha em razão dos seus bons salários não passa disso: uma sensação.

Num estalo de consciência ou diante de algum episódio que a vida impõe, eles percebem que, caso percam o emprego ou sofram algum acidente, não conseguirão mais arcar com o padrão de vida sofisticado com o qual já se acostumaram. Afinal, salário presente não é garantia de renda futura. Para alguns, a opção para se precaver de uma situação dessas é contratar um seguro de vida - mesmo quando já estão segurados pela apólice coletiva da empresa onde trabalham.


Apólice personalizada: André Saretta fez um seguro complementar para seu plano de ter filhos e garantir uma vida tranquila para a família

É o caso do executivo André Saretta, superintendente de finanças da CPFL Renováveis. Depois que um amigo lhe falou da possiblidade de personalizar um novo seguro de vida para complementar o que já tinha, Saretta não teve dúvidas. Estudou a constituição de uma apólice adequada para o seu plano de ter filhos e garantir uma vida tranquila para a sua família. "Fiz o planejamento observando um horizonte de 15 a 20 anos", afirma o executivo de 32 anos.

Alguns números do setor sinalizam a maior disposição de pessoas como Saretta para desembolsar alguns milhares de reais por ano por seguros de vida individuais. A receita com o produto cresceu 30% no primeiro semestre em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com os dados da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi). O valor arrecadado pelas seguradoras nesse segmento ainda é pequeno. Não chega a R$ 450 milhões, pouco menos de 10% do mercado total de seguros de vida (individual mais coletivo). Mas é um dos indicadores que explicam o aumento na oferta de apólices desenhadas para as classes A e B.

Em 2012, pelo menos uma seguradora ingressou no ramo dos seguros milionários - a Seguradora X - e outra aumentou o capital segurado máximo - a Prudential (veja os valores na tabela ao lado). No ano passado, outras três seguradoras colocaram em suas prateleiras apólices individuais de R$ 1 milhão ou mais: a Seguradora Y e as seguradoras dos bancos K e Estatal V.

"Há um crescimento dos tíquetes médios. Acredito que a maior parte está na faixa de até R$ 1 milhão", afirma Bento Zanzini, diretor de seguros de pessoas do grupo segurador Banco Estatal W que oferece apólices de até R$ 10 milhões. Zanzini afirma que, entre os clientes, é muito comum encontrar jovens que estão no período de formação de seu patrimônio. Ganham bem e proporcionam um padrão de vida elevado para as suas famílias, mas ainda não têm um portfólio de bens e investimentos que garanta a independência financeira ou uma aposentadoria antecipada.

Para escolher o valor da apólice, o segurado deve levar uma série de fatores em consideração. O primeiro é o tamanho do compromisso que quer assumir. Para contratar um seguro de R$ 2 milhões, por exemplo, o desembolso pode ficar entre R$ 1.000 e R$ 1.300 por mês . Algumas seguradoras permitem o pagamento do prêmio (o valor desembolsado pelo segurado) apenas uma vez por ano. A possibilidade pode ser atraente para os profissionais que, além do 13º salário, recebem um bônus anual.

Outro fator importante a ser levado em conta é o que a pessoa quer garantir com o seguro de vida. Para quem já tem um patrimônio bem gordinho, o seguro pode proporcionar os recursos necessários para a sucessão dos bens e direitos entre os herdeiros. Também pode significar a manutenção do padrão de vida da família por um determinado tempo ou a garantia de recursos para pagar a escola dos filhos. Dirceu Braga, superintendente na área de Soluções Individuais da Seguradora Y, calcula que uma família gasta cerca de R$ 1 milhão na educação de cada filho. Se o segurado tem dois filhos pequenos e sonha em proporcionar uma educação de nível internacional até a graduação dos herdeiros, é bom pensar em uma apólice de R$ 4 milhões.

Para definir o valor, Braga sugere uma conta rápida. Basta multiplicar a renda bruta anual do segurado por um indicador que vai diminuindo de acordo com a idade. A lógica é a seguinte: quanto maior o tempo de vida do segurado e de sua família, maior deve ser o múltiplo e, portanto, maior o capital segurado. "Quem tem 35 anos, por exemplo, pode contratar um seguro que seja 20 vezes a sua renda. Quem tem 70 anos pode contratar cinco vezes", diz.

Outra conta que pode ser feita é em quanto tempo a família conseguiria se reorganizar financeiramente depois da morte do principal provedor. "Normalmente, as pessoas respondem cinco anos", diz Adriano Gonçalves Martins, diretor no Banco Privado E.

Martins e Braga ressaltam que as contas que sugerem são apenas um ponto de partida para a definição da apólice. É preciso avaliar a real necessidade da família, como o custo de manutenção da residência principal, da casa de campo ou de praia, o custo tributário de transmissão dos bens imóveis, a liquidez do patrimônio. Também é importante avaliar se o segurado já conta com um seguro de vida pago pela empresa. Caso tenha, pode ser interessante contratar uma apólice individual como um complemento.

Benefícios em vida

Para atender a necessidades próprias e de seus beneficiários, o segurado pode optar ainda pela contratação de coberturas pagas em vida. "Normalmente, as pessoas só pensam na morte quando falam em seguro de vida. Mas existe uma série de benefícios que a seguradora pode pagar para o segurado ainda em vida", diz Thereza Moreno, diretora Seguradora A.

Tratamento de ponta: o contratante pode optar por receber o dinheiro do seguro em caso de diagnóstico de doença grave, diz Thereza Moreno, da Seguradora A

Uma cobertura oferecida por algumas seguradoras é a diária por internação hospitalar ou por invalidez temporária. O benefício é interessante para os profissionais autônomos, que se veem sem remuneração quando impossibilitados de trabalhar, ou mesmo para funcionários com carteira assinada que ficam afastados da empresa por mais de 15 dias. Nesse caso, as seguradoras sugerem que a diária complemente o benefício recebido do INSS pelo segurado. Na Seguradora A, especializada em seguros individuais e no segmento de alta renda, a diária por internação hospitalar vai até R$ 1.500.

Muitas seguradoras também oferecem a opção de pagar o segurado caso ele seja diagnosticado com uma doença grave. O pagamento é realizado de diferentes formas pelas companhias. Pode ser uma cobertura extra, contratada com um valor específico, ou a antecipação de 100% do capital segurado, o que encerra a apólice. "Em muitos casos, o valor é utilizado no pagamento de tratamentos médicos de ponta, inclusive no exterior", afirma Thereza.

Neste ano, o jovem André Saretta conseguiu uma cobertura por doença grave. Ele foi diagnosticado com um câncer de tireoide e acionou o seguro. "Foi uma grata surpresa descobrir que existe esse tipo de cobertura. Acredito que o brasileiro não está muito acostumado a contratar seguros estruturados como o que eu fiz", afirma. Ele aproveitou a cobertura que recebeu para pagar parte das despesas médicas de seu tratamento. "Posso dizer que me considero uma pessoa de sorte por ter uma rede de relacionamentos que me levou a conhecer esse tipo de cobertura", diz o executivo, que assinou o contrato com a seguradora em 2011.

Outra opção para o segurado é contratar um produto que mistura a acumulação de recursos, como um fundo de investimento, e um seguro de vida por um determinado prazo. É o chamado seguro dotal, desenhado para mitigar duas preocupações comuns: a de morrer muito jovem e a de viver muito tempo. Uma parte do prêmio pago nesse tipo de seguro vai para a reserva financeira. A outra parte segue para custear o risco em caso de o segurado morrer dentro daquele período. Ao fim do prazo do contrato, o cliente resgata o valor combinado. "É um produto que oferece cobertura por morte e por sobrevivência. Na Seguradora R, o capital acumulado pelo cliente é rentabilizado por, pelo menos, 3% ao ano mais a inflação", afirma Maristela Gorayb, diretora de Previdência e Vida Resgatável da Seguradora R.

Este tipo de seguro é interessante para as pessoas que desejam reaver o dinheiro desembolsado para a seguradora e, ao mesmo tempo, garantir o custeio de algum bem ou serviço caso morram cedo. Um motivo para contratar o seguro dotal pode ser o pagamento dos estudos até os 24 anos dos filhos. Caso o cliente morra antes, a companhia paga o capital segurado. Do contrário, o segurado recebe o valor contratado na data estabelecida.

Nesse tipo de produto, o cliente tem o direito de desistir do contrato e solicitar o resgate antecipado. Para isso, é preciso esperar uma carência de 24 meses e respeitar algumas regras de permanência. Quanto mais tempo a pessoa contribui, maior será a parcela destinada ao risco de morte que ela terá direito de resgatar. Na Seguradora R, o cliente do seguro Bién Vivir tem a opção de resgatar tudo o que pagou - tanto a parte destinada para a acumulação de poupança quanto a parcela destinada ao risco de morte - a partir do décimo ano de contribuição.

Como contratar

O custo do seguro varia de acordo com a idade, as condições de saúde, o tipo de trabalho e os hábitos do segurado. O prêmio pago por uma pessoa fumante e que salta de paraquedas será, em geral, maior que o de uma não fumante e iogue. Nas seguradoras que oferecem apólices milionárias, a avaliação de risco é mais profunda e é feita individualmente. "Acreditamos que o produto de alta renda merece um serviço diferenciado", afirma Bernardo Dieckmann, diretor de produtos de vida da Icatu Seguros. Ele explica que, normalmente, o cliente preenche uma longa declaração de saúde e recebe a avaliação de risco de acordo com a média do mercado. "É um processo demorado. Quando lançamos o seguro para a alta renda, iniciamos também a telesubscrição: o segurado é entrevistado por profissionais da saúde por telefone", afirma Dieckmann.

Com a análise individual e minuciosa do perfil financeiro e da saúde do cliente, as seguradoras conseguem oferecer um prêmio mais adequado ao real risco do segurado. Para Braga, da Seguradora Y , a avaliação individualizada é um dos grandes atrativos no mercado de seguros de alta renda. "O cliente entende que, a partir da análise individualizada, cobramos um prêmio justo", afirma.

Mas mesmo diante de um valor que cabe no bolso, o candidato a um seguro milionário deve se perguntar se ele precisa, de fato, de tudo aquilo. Saber que vai deixar R$ 10 milhões para os beneficiários quando morrer pode ser uma boa notícia. Mas, do ponto de vista financeiro, pode não fazer muito sentido se a família já tem um portfólio de investimento sofisticado em termos de liquidez e de sucessão patrimonial. "Se uma família tem a maior parte do seu patrimônio em imóveis, vai faltar liquidez, inclusive, para movimentar o inventário", afirma Martins, do Seguradora R. Ele lembra que o seguro de vida é pago diretamente para os beneficiários em pouco tempo, assim como o VGBL, o produto da previdência privada recomendado para fins de sucessão patrimonial. Pela lei, deve ser pago em até 30 dias. Na prática, as seguradoras levam até dez dias úteis. "A diferença entre o plano de previdência e o seguro de vida é a questão do prazo de acumulação. O seguro de vida cumpre o papel de assumir o risco de uma fatalidade. O VGBL tem como finalidade acumular os recursos", afirma Martins.

Para Helio Novaes, presidente da corretora XX, a contratação de um seguro de vida de alto valor depende da situação dos bens e da organização da família do segurado. Ele pode querer proteger o padrão de vida da família de alguma dívida em andamento ou, simplesmente, garantir o pagamento de um advogado e dos custos do inventário. "É comum vermos as famílias vendendo às pressas bens e apartamentos para conseguir se manter. Com o dinheiro do seguro, ganha-se mais tempo para todos se recuperarem", diz Novaes.

Fonte: Valor Online

Insônia? Dicas que ajudam a pegar no sono

 
 
 

Dormir bem e na quantidade adequada é importante, no entanto, para alguns, ter uma noite de descanso às vezes é um pesadelo. De acordo com o Instituto Nacional da Saúde, “pelo menos 40 milhões de norte-americanos experimentam distúrbios crônicos do sono a longo prazo e 20 milhões enfrentam problemas ocasionais. 

O Huffington Post fez uma lista de dicas que podem ajudar a melhorar a qualidade do sono; veja a seguir:

Água: é importante se manter hidratado o dia inteiro, mas beber muito líquido antes de dormir pode perturbar seu sono. Levantar no meio da noite para ir ao banheiro interrompe o ciclo noturno, por isso, deixe para se hidratar ao acordar.

Tecnologia: televisão, smartphones e computadores costumam manter a pessoa acordada. A exposição à luz artificial antes de dormir suprime a liberação do hormônio melatonina, que promove o sono. Uma hora antes de dormir, evite o uso destes aparelhos. 

Leitura: uma das melhores formas de relaxar sua mente antes de dormir é ler. Ficção é melhor, pois é menos desgastante para o cérebro. Mas, o ideal é um livro de papel e não gravado no iPad.

Luz: ela provoca a liberação de hormônios e substâncias químicas que nos mantêm acordados ou que nos levam a acordar. Desligue as luzes, feche as cortinas ou compre uma máscara para os olhos. Reduzir a quantidade de luz ambiente no seu quarto pode ser uma solução rápida para problemas com o sono.

Cafeína: basta não beber nas duas horas anteriores ao sono. Na parte da manhã, a bebida traz benefícios e ajuda a começar o dia com mais energia, no entanto, antes de dormir só prejudica o sono.

Ansiedade: pensar nos compromissos do dia seguinte, por vezes, não deixa a pessoa adormecer. Trabalho, dinheiro e problemas pessoas – tudo isso pode impedir de cair no sono. Planeje o “amanhã” antes do jantar, pelos menos duas horas antes de dormir, para limpar a mente e aliviar o estresse.

Ruídos: tráfego, vizinhos, sirenes, roncos de seu parceiro ou terrores noturnos - todas estas coisas podem tornar difícil permanecer dormindo. Um pequeno ventilador funciona muito bem para cancelar os barulhos no exterior e substitui-los por um zumbido que acalma o cérebro.