terça-feira, 27 de julho de 2010

Saiba arrumar a bagagem no carro na hora de viajar


Chegam as férias e a família se programa para uma longa viagem. Quanto mais dias fora de casa, maior é a quantidade de bagagem carregada. Mas é preciso ter cuidado: o excesso de bagagem em um veículo pode trazer complicações e comprometer o desempenho e a segurança da viagem. É o que afirma o engenheiro mecânico e metrologista, Pedro Pereira. 

Segundo ele, caso o veículo esteja carregando sobrepeso, as partes do carro podem exceder os limites para as quais foram projetadas. Isso pode acarretar em falhas mecânicas e até mesmo acidentes: "o excesso de bagagem pode fazer com que a capacidade de fazer manobras e a frenagem fiquem severamente comprometidas".

Ele explica que, nesses casos, o cuidado ao volante deve ser redobrado. Manobras bruscas não devem ser feitas, pois o deslocamento do centro de gravidade do veículo pode torná-lo instável. E completa: "a distância necessária para uma frenagem segura é maior caso o veículo esteja carregando algum tipo de bagagem e são necessárias maiores distâncias em caso de pista molhada ou direção noturna". Por isso, de acordo com ele, é fundamental verificar no manual do proprietário a carga máxima que o veículo pode suportar. Caso isso não seja possível, Pereira dá uma dica simples: verificar a diferença das distâncias entre a lataria e os pneus dianteiros e traseiros pode indicar se o carro está ou não inclinado para trás. 


Levar bagagem dentro do veículo, mas fora do porta-malas, também não é recomendável: em caso de acidente a bagagem pode se projetar sobre os ocupantes causando danos maiores, diz o engenheiro mecânico. Já para carregar objetos do lado de fora do veículo é preciso tomar alguns cuidados. Racks para transportar bicicletas, pranchas de surf e outros objetos, quando não são de fábrica, devem ser instalados por uma mecânica especializada. Já os reboques devem atender a uma série de requisitos técnicos e legais para se evitar multas e acidentes: "reboques mal posicionados podem falhar e, em caso de colisão traseira, podem causar sérios danos aos veículos envolvidos", alerta.

Por fim, um conselho simples sobre a melhor maneira de distribuir o peso da bagagem no carro: "colocar os objetos mais pesados no fundo do porta-malas confere maior estabilidade ao veículo", diz o engenheiro. Já em casos de objetos carregados do lado de fora do automóvel, Pereira recomenda que se transporte apenas bagagem de tamanho pequeno e peso leve, evitando-se também objetos que tenham uma largura maior que a do carro, ou que possam cair durante o trajeto

O que avaliar em uma revisão do carro?


A cada ano, o anúncio das férias escolares traz à mídia uma série de campanhas referentes à responsabilidade no trânsito. Além do apelo principal de não dirigir alcoolizado, outra grande preocupação dos órgãos de trânsito e rodovias é a revisão dos carros para a viagem. Revisar os principais componentes do veículo é de extrema importância para que os motoristas não sejam pegos por nenhuma surpresa durante o percurso, o que pode acabar sendo fatal.

Luiz Henrique Esteves Ferreira, sócio proprietário da loja de peças e serviços automotivos, afirma que não é só a revisão do veículo que é fundamental para uma viagem segura e tranquila: "devemos ter o bom senso de observar algumas situações básicas, como distância, clima, condições das rodovias e autonomia do carro, para não correr riscos de ficar sem combustível. Aí então podemos verificar as condições gerais do veículo, sua saúde por fora e por dentro".

Ele explica que a revisão começa com uma simples vistoria visual no carro, em que devem ser verificadas as condições de lataria, pintura e pneus, procurando também por trincos e rachaduras nos vidros, faróis e outras partes mais delicadas. A partir daí, de acordo com Ferreira, a vistoria deve ser feita preferencialmente por um mecânico capacitado a identificar os problemas do carro.

"O veículo, devidamente instalado em elevador automotivo, permite um fácil acesso a todas as áreas. Com o motor em funcionamento pode se escutar o ritmo de suas engrenagens, o que por si só já produz subsídios para o profissional iniciar sua avaliação", afirma o proprietário. Confira as dicas dele sobre alguns itens que devem ser verificados e que componentes devem ser avaliados em cada um deles.

No motor: observam-se as condições e níveis dos fluídos, tais como óleo, fluido de freio, líquido do sistema de arrefecimento, óleo da direção hidráulica (quando disponível), os filtros — de óleo, ar, combustível e cabine (também quando disponível). Vida útil e estado geral de desgaste das correias, inspeção visual na bateria e teste de carga.

Na parte inferior do veículo: verifica-se a situação da suspensão de maneira geral, tais como folgas nas juntas, braços, coxins, bandejas, amortecedores, além de possíveis vazamentos de fluido.

Na parte interna: iluminação do painel, luzes de advertência, alavancas de comando de seta, limpador de parabrisa e pressão do pedal de embreagem, buzina, extintor de incêndio e condições do estepe.

Na parte externa: sinalização, faróis, palhetas do limpador de parabrisa e pneus.

Essas revisões, segundo Ferreira, devem durar pelo menos meia hora para serem bem feitas, e, após seu término, o proprietário do veículo receberá o diagnóstico sobre que partes precisam ser trocadas ou reparadas, ou se, pelo contrário, o carro está em boas condições para viajar. E completa afirmando que as vistorias devem ser periódicas, pois "a revisão preventiva, além de ser fundamental, é muito mais em conta do que a revisão reparativa".

domingo, 25 de julho de 2010

Carne "ilegal"? Não, obrigado.

Pesquisa do Idec mostra que após assinarem acordos com o Ministério Público Federal do Pará e o Greenpeace, os frigoríficos começam a mudar sua postura, mas o consumidor continua sem informações importantes na hora da compra.

OPará não é o estado brasileiro que mais aparece nas manchetes dos jornais. E quando está nelas, quase sempre é por envolvimento em casos de trabalho escravo, desmatamento ou atividade pecuária em áreas florestais. Mas não desta vez. É de lá que vem uma boa notícia em relação à sustentabilidade da cadeia de carne bovina. A campanha Carne Legal, lançada pelo Ministério Público Federal do Pará (MPF-PA) no início de junho, pretende alertar o consumidor sobre a importância de saber a origem do gado e fazer com que os frigoríficos e supermercados mudem sua postura. O direito de o consumidor saber se a carne que compra está comprometida com crimes ambientais, fundiários e trabalhistas é garantido pela Constituição Federal e pelo Código de Defesa do Consumidor.

A campanha, que conta com o apoio do Idec e da ONG Repórter Brasil, dá continuidade a ações anteriores do MPF-PA, que há três anos identificou fazendas pecuaristas que comprovadamente desrespeitavam a legislação ambiental, além de uma que estava localizada em terra indígena. Com esse documento em mãos, o MPF-PA procurou, no fim de 2009, os maiores frigoríficos do país e sugeriu que eles assinassem um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), comprometendo-se a não comprar gado de tais fazendas.

Clique na imagem para ampliar Pode parecer pouco, mas é um grande passo. Em pesquisas anteriores do Idec, publicadas na REVISTA DO IDEC em junho de 2008 e fevereiro de 2009 (poucos meses antes do acordo entre frigoríficos e o MPF-PA), ficou claro que nenhum dos elos da cadeia estava preocupado com as condições da pecuária. De lá para cá algo mudou. "Essa passou a ser uma preocupação das empresas do setor frigorífico, do varejo e da fabricação de artigos que utilizam subprodutos bovinos como matéria-prima. A prova é que o MPF-PA vem sendo procurado por grupos nacionais e internacionais, como Carrefour, Walmart, Pão de Açúcar, Gucci, Nike e Timberland, para apresentar os esforços da pecuária paraense em alcançar patamares de sustentabilidade", afirma Daniel César Azeredo Avelino, procurador da República no Pará.

Segundo o procurador, o avanço é importante, mas as empresas poderiam se empenhar mais. "Os fornecedores da cadeia de carne ainda não são 100% rastreados por falta de boa vontade das empresas. Tecnicamente isso é viável. Atualmente há um chip que colocado no boi informa por onde ele anda, do nascimento ao abate, e custa apenas R$ 0,60", declara. Outro passo importante é o Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo, lançado em 2005, que reúne hoje mais de 200 empresas e organizações no combate a esse crime. "Avançou-se na melhoria da cadeia produtiva da pecuária, mas é necessário mais envolvimento do setor produtivo e das indústrias", aponta o cientista político Leonardo Sakamoto, coordenador da ONG Repórter Brasil.


 
     
 

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Lojas devem ter Código de Defesa do Consumidor

Lojas devem ter Código de Defesa do Consumidor


Todos os estabelecimentos comerciais e de prestação de serviços do país devem ter um exemplar do Código de Defesa do Consumidor disponível para consulta. É o que determina uma lei sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva que entrou em vigor ontem, após publicação no Diário Oficial. O projeto, de autoria do deputado Luiz Bittencourt (PMDB-GO), estava em trâmite no Congresso desde 2001.

Segundo a norma, o código deve estar em local visível e de fácil acesso ao público. Em caso de descumprimento, a penalidade é de multa de até R$ 1.064,10. Foram vetados pelo presidente os artigos que previam suspensão temporária das atividades e a cassação de licença caso a lei não fosse obedecida.

A Fundação Procon-SP entende que a medida é benéfica. Em nota, afirmou que "é positivo que o consumidor tenha informação sobre seus direitos no momento em que estabelece uma relação de consumo". Já os sindicatos de lojistas reclamam da nova lei e preveem dificuldades para a implementação.

O Sindicato dos Lojistas do Comércio de São Paulo (Sindilojas-SP) ainda tem dúvidas com relação à regulamentação e solicitou a seus filiados que aguardem alguns dias para cumprir a norma. "Vamos entrar em contato com o ministério e com o Procon para apurar melhor os detalhes. Não está esclarecido como a multa vai ser cobrada e qual o prazo para recurso", afirma Luiz Toledo, consultor jurídico do sindicato.

Por sua vez, a Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop) reclama que a lei não prevê prazo para os varejistas se adaptarem. "Fomos pegos de surpresa, não fomos convocados para debate. A lei tem que ser cumprida, mas queremos um prazo de 30 a 60 dias", diz Nabil Shayoun, presidente da associação.

Folhapress, de São Paulo


Victor Hugo M. P. de Oliveira
 PM Corretora de Seguros
 Batista de Carvalho, 4-33
   Celular    014 8143-5059




           






Importante - precauções que salvam Empresas.

Seguros podem salvar negócio de pequenas e médias empresas

Norberto Chamma é dono de um escritório de arquitetura em São Paulo e ficou preocupado quando o filho pequeno de um cliente derrubou dois computadores da empresa no chão. Além da perda material, estavam armazenados nas máquinas diversos projetos da empresa. No entanto, ele tinha seguro.
?Se eu não tivesse e também não fizesse a cópia dos dados, teria ficado impedido de trabalhar, diz. Assim como ele, outros micro e pequenos empresários brasileiros vêm mostrando uma maior consciência para importância do seguro. A gente via uma falta de cultura de planejamento no Brasil, mas isso vem mudando, diz Samy Hazan, superintendente de seguradora .
O crescimento ainda maior dos seguros para micro e pequenos empresários, na visão dos especialistas, esbarra na ideia de que as apólices são muito caras. E uma das líderes do segmento, o valor médio é de R$ 1.500 ao ano, segundo Hazan. Nos cálculos de Barros de Moura, um seguro bastante completo para uma pequena empresa ficaria em torno de R$ 5.460 ao ano

Na opinião de Barros de Moura, este exemplo de pacote de seguros é interessante para empresas com faturamento a partir de R$ 300 mil ao ano. Mas ele ressalta que o empresário pode aumentar ou diminuir a cobertura, de acordo com o que julgar conveniente para se proteger contra os riscos ligados ao seu negócio.
Para que fique tranquilo, e a empresa fique bem coberta, é preciso que as características do negócio estejam muito bem ajustadas à apólice. O seguro deve ser encarado como uma roupa: confortável, com qualidade, na medida certa e adequada às atividades. Para isso, o microempresário Norberto Chamma destaca a importância de um bom relacionamento com o corretor. É preciso ter um profissional em quem se confia, pois ele saberá o que é melhor para você e pesquisará no mercado qual seguradora terá a cobertura mais indicada, diz.
Olívia Alonso iG São Paulo


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segunda-feira, 12 de julho de 2010

Advogado Grátis, como conseguir um?

Não é só em filmes que existem advogados gratuitos para aqueles que não podem pagar para ter uma defesa adequada. A Defensoria Pública possui um Programa Assistência Jurídica Integral e Gratuita que oferece assistência jurídica grátis para vários tipos de ação como da família, litígio, advogado trabalhista.
Este programa visa aquelas pessoas que não teriam condições de pagar as custas de um processo e honorários de advogados sem prejudicar as condições de sustento da própria família.
Os defensores públicos costumam ganhar pouco, mas eles tem direto a um percentual do valor quando ganham uma causa, o que pode compensar se o defensor souber selecionar bem as causas.
A assistência jurídica gratuita tem como objetivo democratizar a Justiça e oferecer defesa adequada de um advogado profissional.
Infelizmente não há defensoria pública que faça atendimentos pela internet ainda, mas quando houver nós seremos os primeiros a divulgar advogado gratuito pela internet.
Contate a Defensoria Pública mais próxima de você:
Defensoria Pública Geral da União
Telefone: (61) 3429-3718
São Paulo
Locais de atendimento
atendimento@defensoria.sp.gov.br
Rio de Janeiro
0800-285-2279
Rio Grande do Sul
(51) 3211-2233
Locais de atendimento
Sergipe
(79) 3211-6060
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(41) 3219-7300
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(31) 3349-9400
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Paraíba
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terça-feira, 6 de julho de 2010

Contrato entre Segurado e Seguradora



Contrato é para ser cumprido

 

Estado de São Paulo - Economia - SP



O contrato de seguro não permite dois pesos e duas medidas. Seguradora e segurado devem agir com integral boa-fé
O contrato de seguro é uma avença para a qual a lei exige em artigo específico do Código Civil a mais absoluta boa-fé dos contratantes. Quer dizer, do segurado e da seguradora, ou melhor, da seguradora e do segurado. A ordem correta é esta, pela simples razão de o produto ser desenvolvido e comercializado pela companhia de seguro e apenas adquirido pelo segurado.
A boa-fé da seguradora deve se iniciar no momento em que a empresa decide desenvolver um produto para ser comercializado dentro de determinados parâmetros, visando a garantir riscos específicos. Vale dizer, ainda antes de ter a apólice e seus cálculos atuariais concluídos, a seguradora já deve agir com total boa-fé na identificação do público-alvo para o novo seguro e na forma de atingi-lo com o máximo de eficiência para ambas as partes.
A seguradora deve ter claro que o grande beneficiário da transação, pelas próprias regras do seguro, deve ser o segurado, a quem ela disponibiliza uma proteção concreta contra riscos que podem ou não ocorrer.
Uma seguradora não aceita o risco do segurado, ela se compromete a indenizá-lo caso o risco que o ameaça e coberto por sua apólice se materialize, transformando-se num sinistro.
O segurado não transfere para a seguradora a obrigação de morrer por ele, ou de pegar fogo no lugar do seu imóvel. O risco de morrer continua sendo do segurado, da mesma forma que o risco de incêndio continua recaindo sobre o seu imóvel.
A seguradora se compromete, mediante o recebimento de uma paga, a indenizar os sinistros acontecidos dentro dos termos e condições de sua apólice.
Daí a necessidade de a apólice ser clara. O que está em jogo é a reposição de um patrimônio ou capacidade de atuação que, se não for reposto, ocasiona prejuízo insanável para o segurado.
Com clausulado nebuloso, o contrato de seguro permite interpretação nebulosa e abre espaço para a negativa da indenização em sinistro indubitavelmente coberto. Não há situação mais injusta do que esta. Todo sinistro representa uma perda para o segurado. Perda que se materializa obrigatoriamente num prejuízo econômico, mas que pode ir muito além, tanto em suas consequências diretas sobre o patrimônio, como sobre a estabilidade psíquica do segurado.
É verdade que a imensa maioria dos sinistros é indenizada sem complicações, de forma relativamente rápida e satisfatória para o segurado. Mas isso não autoriza a companhia a agir com menos boa-fé nos outros casos.
Pelo contrário, como a obrigação da seguradora é pagar as indenizações cobertas, nos limites do contrato, cada vez que ela deixa de assim proceder, ainda que demorando apenas um pouco mais do que o que seria indispensável, ela está deixando de atentar para o princípio da boa-fé que ela, como seguradora, não só tem a obrigação de conhecer e respeitar, mas, acima de tudo, valorizar, para poder exigir do segurado que ele guarde a mesma lisura na sua parte da avença.
Que moral alguém tem para exigir do outro que se porte bem, se ele não age da mesma forma? O contrato de seguro não permite dois pesos e duas medidas. Tanto a seguradora como o segurado devem, por força de lei, agir com integral boa-fé em todas as situações e em todos os momentos do contrato que os une.
Indo além, a seguradora deve agir com total boa-fé em todos os seus contratos, haja ou não indenização a ser paga. Se ela, ainda que numa única avença, deixa de respeitar esta regra, não pode exigir dos demais segurados, e muito menos através do Judiciário, que ele proceda diferentemente dela.
Se para a seguradora uma indenização pode não ter qualquer impacto no resultado, para o segurado o seu recebimento pode significar a sobrevivência.
Quem exige que o outro se porte bem deve dar o exemplo. Como se indignar porque alguém o deixa esperando se você normalmente chega atrasado? A mesma regra vale no negócio do seguro. Como exigir do segurado que aja com absoluta transparência se a seguradora não paga corretamente os sinistros cobertos?

Antonio Penteado Mendonça - É ADVOGADO, PROFESSOR DA FIA-FEA/USP E DO PEC DA FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS E COMENTARISTA DA RÁDIO ELDORADO.